HEGRARN – A LENDA

Publicado: novembro 30, 2010 em Hegrarn

Vou começar a postar aqui a base de uma historia que pretendo escrever, basicamente o projeto de um livro contanto a historia messiânica num ambiente “pré-apocalíptico”; Mas falar de algo tão grande nesse momento seria muita pretensão da minha parte, visto o tamanho e o trabalho de tudo que tenho em mente vai demandar; Então inicialmente vou começar com os conceitos e algumas coisas que eu penso que já farão parte do corpo do texto integral… espero que gostem…

HEGRARN – A LENDA

Seria coerente eu começar essa historia como se começam muitas lendas que talvez já tenhamos lido ou ouvido: “Era uma vez numa terra muito distante…” mas pra essa historia esse começo nao faria sentido algum porque essa historia nao decorre no passado, no presente e nem no futuro, nao existe a linha de tempo para se dizer “era uma vez”; Ela já aconteceu de fato, mas ela ainda acontece e ainda esta por acontecer. Tudo o que será contado aqui deve ser colocado fora da nossa linha de tempo padrão. Gosto da figura de tempo que uma vez aprendi em um velho livro e que realmente descreve o que veremos escrito aqui:

O Tempo esta para nós como uma linha reta, que começamos de um ponto e só podemos ir pra frente, jamais voltar atras ou sequer parar no tempo, mas o tempo da nossa historia contada aqui pode se denominar como algo a-temporal, fora da linha, fora da regra, é como se essa linha do tempo estivesse numa folha em branco e eu e você pudéssemos vê-la em qualquer sentido, ou direção, como se voltar no começo e vermos o fim, fora da nossa lógica racional, fora do nosso entendimento humano, mesquinho e finito.

É assim que HEGRARN visualizava o tempo, dessa forma que HEGRARN enxergava, enxerga e enxergará para sempre os dias, HEGRARN é a síntese personificada da quebra do sentido comum das coisas, tal como a leitura de um analfabeto é assim que eu vejo HEGRARN, nao consigo entende-lo, consigo apenas contar algumas historias da sua existência e assim começamos.

… Antes do “caos”

“Sete ramos para a vida, Sete ramos para o poder, dois mundos diferentes gerarão unidos e vingados pela profecia”.

Naqueles tempos a fé não era uma palavra muito mais ouvida, as pessoas e os animais haviam perdido o sentido de acreditar, não porque estavam decepcionadas com os deuses, ou com a Estrela Maior, o divino estava lá, era servido de uma forma ou de outra, mas a muito tempo não era servido da forma correta. A fé havia se perdido, não porque estavam com raiva da situação atual, ou por causa daquela angustia que vem antes de uma grande tempestade eminente. As pessoas haviam perdido a fé nelas mesmas, ninguém confiava mais em ninguém, pararam de acreditar no próximo, os caminhos não lhes traziam esperança de se chegar em um lugar melhor. O morrer realmente tinha se tornado lucro e as pessoas passaram a desejar conhecer o outro lado da vida porque já não tinham mais animo e perspectiva de encontrar um lugar pacifico para se estar entre amigos, para tomar um bom café da tarde e bater um papo tranquilo, não era mais comum ter irmãos de batalha, sabe, aquele cara que você pode realmente contar pra te ajudar numa mudança, aquele amigo que você pode procurar no meio da noite com a certeza de que você vai encontrar a porta da casa dele aberta, isso não existia mais.

A vida realmente não era mais interessante, as semanas que nos dias de festas pareciam ser curtas, hoje eram pesarosas a passar, o velho relógio de pêndulo que bramia lá no alto da montanha parecia uma figura solitária e assustadora que gritava não mais nas comuns 1 em 1 hora, parecia que ele passava séculos a dar de novo suas badaladas, tamanha a angustia e vazio dos minutos naquelas terras.

Alguns velhos sábios diziam que esse sentimento era algo comum quando se aproximavam os dias das grandes inversões das Eras, essa expectativa vazia, solitária gerava um tipo de  mormaço no ar, aquele calor seco, onde você sente seu corpo desidratar sem ao menos cair uma gota de suor, era assim que os habitantes da Terra estavam se sentindo. Mas essa troca de Eras estava com algumas deformações atípicas na sua sequência comum. Como já disse, ainda existiam alguns velhos sábios, os anciões do Clã da Luz costumavam ter visto algumas 3 ou 4 Eras se passarem, o que lhes dava mais ou menos uns 10 mil anos de vida. Você pode pensar que é muito tempo pra se viver, mas era estranho perceber que os anciões que guardavam a magia original, a magia da luz eram as pessoas mais alegres, mais intensas e mais cheias de vida na velha Terra, diferente de nós que com alguns meros 35 anos passava-mos a desacreditar da magia e isso nos fazia envelhecer bem rápido, as vezes a maturidade era a maior da maldição humana.

Esses velhos jovens se alimentavam da luz eterna e nisso encontravam forças quase que infinitas para atravessar as Eras e contarem suas historias até chegar o dia da partida.

A partida, eis ai uma coisa muito estranha pra se descrever, nós, comuns, seres tipo-mortais, vivemos e aprendemos que o “estilo de vida determina o estilo da morte” e muitos de nós morreu em guerras, morreu em casa comendo, morreu na rua brincando, morreu correndo, mas os anciãos não morrem dessa forma terrena, tudo na Terra é alinhado com um propósito soberano e a relação entre tudo é muito dinâmica e intensa, um ancião só parte se ele realmente conseguir formar um sucessor, ele só vai para o reino eterno quando ele consegue formar alguém que prossiga com as suas habilidades e funções. Funções que são aprendidas justamente nesse movimento constante das Eras; Hoje eu vejo que os anciãos são detentores das mais importantes funções na natureza que alinha os poderes, sem esses velhos servos a coisa tomaria outros rumos, a sabedoria desses velhos jovens traz racionalidade e emoção a todo o sistema. Existe um velho ditado que diz: “a maior batida do punho começa pulsando no peito” e isso é explicitamente marcado no carater dos anciões, pois eles são a personificação humana do guerreiro alado, aquele que tem o coração na ponta da espada.

E é por um jovem ancião que começamos definitivamente essa historia…

… continua …

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