Diferente? – Só se for pra Glória!

Publicado: maio 31, 2011 em Evangelho, Textos

Brian Phillip Welch (19 de junho de 1970 em Torrance, Califórnia), conhecido por "Head", é um guitarrista dos Estados Unidos da América, conhecido por ter sido membro fundador e ex guitarrista da banda Korn, uma banda ganhadora de Grammy e bastante influente no movimento nu metal. Além de guitarrista Welch também era vocal de apoio da banda. Em 20 de fevereiro de 2005, Head anunciou em uma rádio dos Estados Unidos sua saída da banda após converter-se ao Cristianismo[1], notícia confirmada pela banda logo após.

Video com Testemunho de Brian Head Welch

Existe um tema muito recorrente na minha mente e no meu coração, parece-me que uma vez por outra sou impulsionado a escrever sobre isso porque realmente é algo motivador e que reanima a minha fé e meu entendimento de algumas coisas.

Estou falando de sermos singulares, projetos únicos na criação de Deus, feitos a imagem e semelhança do Pai (Genesis 1.26). Mas quando penso que somos imagem e semelhança do Deus que é por sua natureza infinito e soberano em criatividade, consigo imaginar que temos as bases de justiça do carácter desse Deus único e supremo. Mas dai pra frente gosto de pensar que recebemos um pouco da capacidade de sermos criativos, únicos, hábeis e diferentes dentro de um conceito que somos partes de um Deus que não acaba, então, não existe a possibilidade de sermos iguais, porque se cada um temos um pouquinho da criatividade do Pai é bem provável que ele nos tenha agraciado com características e possibilidades diferentes de atuação dentro dessa infinitude divina.

Algo que me comprova a liberdade de raciocínio que Deus nos deu é o fato de sermos livres, livres no sentido de podermos exercer o livre-arbitiro, mesmo que isso gere o pecado (1 Corintios 10.23), fomos habilitados por Deus a termos escolhas e andarmos pelos caminhos que quisermos, sem a Sua  interferência suprema. Cada um de nós foi agraciado com personalidade, dons e capacidades diferentes. Lembro de um clipe do Pink Floyd que mostra bebes numa linha de produção fordiana, sendo carimbados na testa com um código de barras. Realmente isso é uma afronta a criação divina, pois se fosse da vontade dEle que fossemos dessa forma, Ele mesmo teria se encarregado de nos “carimbar”.

Existem muitos sistemas por ai, instituições e pessoas que se interessam realmente por essa forma de controle, baseada em números e em pessoas como objetos, mas não quero me ater a isso porque creio que se você se permite ler, se você busca conhecimento, esse estilo de vida já passa longe da sua mente ou da sua testa. Mas se você, lendo esse texto conseguiu visualizar algum tipo de relação de enclausuramento sobre sua vida, quero que, sinceramente, você saiba que isso não tem nada a ver com o Reino de Deus e com o chamado de Cristo.

A Bíblia nos mostra inúmeras pessoas que tinham um sentimento comum no coração – o amor por Deus, e uma missão em comum – levar Deus a outras pessoas, de resto, se você reparar essas pessoas se assemelham em pouquíssimas atitudes e que tambem são humanamente cheias de defeitos- podemos falar de Noé que foi um homem justo segundo o caminho de Deus que era hábil em construção de barcos e que talvez tivesse um problema com bebidas; Podemos falar de Abraão que foi um grande administrador de seu tempo, possuidor de muitos bens, pai da fé, mas que algumas vezes duvidou da promessa de Deus; Moisés que foi responsável por tirar o povo de Israel do Egito, homem de coração forte, justo e fiel mas que pra conseguir separar uma briga entre duas pessoas matou uma; Gideão, humilde, justo, fazia prova com Deus quando orava e também um tanto quanto medroso. Podemos falar de Sansão, o homem mais forte que já existiu, poderoso, que falava com Deus mas definitivamente esquentado e brigão. Falar de Davi, corajoso, entrépido, hábil com armas e provavelmente bígamo. Sem falar dos discípulos que Jesus escolheu propriamente, dentre eles Seu traidor.

Por ai já conseguimos ter uma boa ideia do tipo de gente que Deus gosta de trabalhar, os talentos realmente vem de Deus, os dons e a capacitação vem do alto, os defeitos e capacidade para errar são totalmente nossas e humanas, mas sinceramente não vejo Deus trabalhando de outra forma. Fico imaginando Deus esperando ansiosamente pela nossa conscientização do pecado e o retorno quebrantado aos seus braços e isso só pode acontecer se formos livres. Não existe atitude de amor real sem liberdade, quando se ama de verdade você busca os interesses desse outrem por livre e expontânea vontade e é justamente a simplicidade dessa atitude que faz com que a relação seja permeada de cumplicidade e cuidado, pelo simples fato de que você é livre. Livre pra amar sem amarras, sem ataduras ou algemas.

O que nos leva de volta a pensar que quando dispensamos as amarras, algemas e ataduras, nos tornamos singulares no reino, sem nada de pre-fabricado colado em nós. Suas articulações são únicas, seus ossos e músculos são únicos, sua pele, seus olhos, cada detalhe da sua existência são únicas, temos características que nos fazem parecer uns com os outros mas nunca idênticos, nem geneticamente. Não somos clones uns dos outros e isso vai contra a criação divina. Se toda a nossa estética externa, concebida pela soberania divina saiu diferente, nossas formas de pensar e existir foram do mesmo modo desenhados de forma diferente. O certo e errado é inegociável, existem leis divinas e humanas para nos mostrar o que podemos e não podemos fazer.

Mas a liberdade existe para tantos outros caminhos:

Você é livre para expressar sua adoração na forma que Deus te inspirar, seja ela na musica através do rap ou do rock…, você é livre pra escrever poesias, sonetos ou livros, você é livre pra pintar e vestir todas as cores, voce é livre para projetar todas as formas e construi-las…, existem infinitos fatores que nós fomos libertados por Deus e hoje em dia sofremos aprisionamentos humanos. O termómetro sempre será a Bíblia e realmente existem coisas que não nos convêm praticarmos. Existem coisas que não são pecados mas que de alguma forma ofendem a fé de alguém e se você praticar isso e vier a escandalizar esse irmão, isso automaticamente se converterá em pecado. Devemos tomar cuidado para que nossas atitudes não gerem a fraqueza de outras pessoas. Nossos caminhos devem andar por pomares que frutifiquem, porque a fé sem obras e frutos é morta. Não adianta acreditarmos que ter um brinco ou uma tatuagem não é pecado, se pecamos quando deixamos de levar e existir dentro de um cristianismo que gera mudança de coração e não de estética.

Jesus pedia que os homens viessem como estavam, pois os que Ele chamava de modo algum Ele lançaria fora (João 6.37), a mudança de estética é existencial, de dentro para fora. O que Paulo escreve quando diz que “fiz-me de tolo para ganhar os tolos … para por todos os meios vir a salvar alguns” (1 Corintios 9.22) … muito me responde das diferenças que você pode exercer esteticamente para ir de encontro as almas e é aqui que se baseia a liberdade de podermos ter essas diferenças – Só valerá a pena você ser diferente se isso gerar frutos em almas, agora se for só para causar ou pelo escândalo isso lhe gerará condenação e maldição, a linha que define isso é bem ténue.

Se fizermos algo, qualquer coisa, que seja para a glória de Deus e que resulte em vidas, qualquer tipo de pessoas, Deus se interessa por todas!

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