Surpreendido + ñ afligido!

Publicado: setembro 14, 2011 em Diversos, Textos

Lembro de ter lido um livro que se chama-va “Surpreendido Pela Alegria”, conta-va a história de um homem que passou grande parte da sua vida dedicada as escrituras e ao estudo da palavra, assim como dissertar sobre isso. Um homem que se tornou cristão pelo conhecimento de um Deus pratico e infinito em seu poder. A certa altura da sua vida, com muitos livros lançados no mundo e recebendo o retorno de algumas de suas publicações ele passa a se corresponder com a mãe solteira de um dos seus leitores mais ávidos. A partir disso inicia-se um relacionamento informal que com o tempo evolui para um casamento. Esse homem já havia passado dos 50 anos de idade e ainda não tinha experimentado a união conjugal e quando o faz é diagnosticado em sua nova esposa uma doença que a leva a morte. E a partir de então ele se torna responsável pelo filho dessa senhora, ao qual ele adota e dá o seu nome a ele.

O que eu quero ilustrar aqui é que esse homem descobriu coisas nesse momento da vida dele as quais ele jamais esperaria que acontecessem a determinada altura do campeonato, foi surpreendido pela alegria de um amor e recebeu a herança disso através de um filho. O nome desse homem era C.S.Lewis.

Fico pensando em como Deus pode fazer o que lhe for cabível para que sua obra seja realizada em nossas vidas.

Na tradição judaica o Rabi era o mestre da religião, existiam as escolas de religião no templo onde os alunos que se destacavam passavam parte da sua infância e adolescência se dedicando integralmente ao estudo da palavra. Essas crianças em determinado momento de seu curso pediam ao Rabi para que ele literalmente a adota-se e a partir desse momento seriam totalmente aprendizes do seu mestre até chegarem a estatura de seguirem sozinhas sua vida ministerial. Só que havia um porem, o mestre, o Rabi é quem decidia se iria ou não guiar esse aluno, podendo descartar pessoas que haviam dedicado toda a sua historia a religião;

Em determinado momento dessa história judaica, surge Jesus, o maior dos Rabis, aquele que aprendeu tudo direto de Deus e esse homem muda o conceito, quebra as regras, Ele passa a chamar os homens que já haviam sido desclassificados da história da religião, os discípulos de Jesus eram homens que trabalhavam no oficio de suas famílias, e segundo a tradição os discípulos de um Rabi, deveriam ter passado a vida toda estudando a Tora, nunca, jamais praticando o oficio de sua família, eles não tinham tempo pra isso. Jesus vem e chama homens ocupados para o seguirem e aprenderem o seu estilo de vida. Nisso Cristo quebra uma grande tradição daquela época, agregando ao seu convívio os rejeitados pela religião.

Amo a capacidade de Deus não caber dentro de regras, técnicas, teologias rígidas, pacotes, tradições, experiências, ideologias, fórmulas, pragmatismos, planos, doutrinações. Isso é o mistério grandioso do que Deus é, ele nunca caberá em esquemas humanos. Seguir a Cristo significa não se adiantar a Ele, pois Ele é imprevisível em criatividade, ser conduzido por Deus é estar serenamente andando por caminhos desconhecidos e pisando por fé. Ser surpreendido por mares que se abriram a sua frente.

O mundo que vive de certezas é totalmente incompatível com o mistério de Deus que se revela no intimo, no lugar secreto da alma humana, e isso é a maior relação de amor que podemos ter.

Precisamos ter uma relação intima com Deus, uma relação de discipulado e dependencia incondicional, de andar dia-a-dia com Ele. Em determinados momentos da nossa vida podemos não vê-lo claramente, tal como os discípulos no caminho de Emaús não conseguiram reconhece-lo, mas através de um vinculo real de amor e de relação diária, ao partir do pão a mesa da ceia, poderemos reconhece-lo por um gesto simples e pratico, tal como os discípulos voltaram a ver Jesus.

Coisas cotidianas e intimas nos farão entender e conhecer Jesus em todos os momentos e necessidades da nossa vida, mas isso depende de uma vida de amor e dedicação. Vida intensa de devocional e oração. Deus é livre e não pode ser contido, mas podemos estar de tal forma alinhados com o seu pensamento que jamais seremos enganados ou desviados do propósito do coração do mestre.

Ser verdadeiramente espiritual esta em ser santo no simples cotidiano!

Ser humano, tal como Jesus foi ao partilhar o pão, mas ser divino, na santidade da transfiguração cheio do Espirito Santo de Deus!

Graça & Paz

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