Discípulos e Mestres

Publicado: novembro 30, 2011 em Evangelho, Textos

Particularmente eu penso sempre na relação de mestre / discípulo, por vezes eu achei que devia buscar uma formação intelectual de mestre e me tornar professor, enfim, algo que existe na minha mente e no meu coração, mas ao qual ainda não dei direcionamento. Em contra-ponto a vida cristã é automaticamente passos de mestre e ou discipulado. Se não somos mestres no sentido de ensinar os caminhos da fé a alguém, somos discípulos aprendendo os passos as serem trilhados na nossa vida em busca da santidade em Cristo, quando não exercemos os dois papeis.

Essa tarefa de ser um discípulo e ou mestre depende totalmente do Espirito Santo atuando sobre a nossa vida, isso trata das verdades mais intimas do nosso coração, trata de esperança, trata de reconhecimento. Quando você ensina e é ensinado o que importa não se baseia só no que se fala, importa mais a atitude, importa o carater, importa se o nosso verdadeiro Guia é o Espirito Santo escondido no profundo da nossa alma, exalando virtude e amor.

Devemos buscar imitar e ser pessoas que exemplifiquem e facilitem as atitudes de alguem que ultrapassa a vida terrena e humana, jamais devemos estar ocultos dentro de uma fachada de gestos e de atitudes baseadas no convencional, ou no obvio humano, o Espirito Santo não atua assim.

Ser um discipulo ou um mestre não é transmitir e captar insinamentos apoiados em ideias ou informações, mas sim baseado em experiencias reais com o Espirito em direção ao misterioso e glorioso Deus. Nunca fixado em eventos isolados, mas um processo continuo de crescimento fincado na amizade espiritual, nos vinculos reais e nos afetos.

O processo de vida discipulada tem a vida do mestre como mensagem maior, jamais o seu discurso ou seu método.  A Bíblia nos exorta muitas vezes a forma que devemos ser e uma das que sempre me inspiram é a que esta em Mateus 5.16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”

As nossas boas atitudes devem ser vistas em todos os nossos atos, e nunca devem ser glorificadas em nós, a glória é de Deus que esta nos céus. Que péssimo trabalho de discipulado seria o de Cristo ao trazer a gloria para Si (mesmo merecedor) aqui na terra esquecendo de Seu Pai glorioso nos céus, Jesus não buscou gloria para si mesmo aqui na terra e foi assim que Ele ensinou os discípulos.

Jesus sendo filho de Deus não buscou gloria para si e ensinou-nos a agirmos assim.

Quando estamos aprendendo surgem questionamentos dos mais variados, pois cada coração, cada ser humano tem duvidas diferentes, capacidades e aptidões variadas, então eu vejo o discipulado como um caminho novo a cada discípulo. O principio parte de uma unicidade e da pessoalidade, jamais podendo ser massificado ou mecânico, outra coisa que não pode ter uma formula travada, sempre diferente em cada pessoa. Existe a verdade total e imutável de uma vida cristã santa e plena e isso não muda, agora a experiência de direção espiritual é totalmente singular, pois segundo o plano de Deus todos somos únicos e originais.

Vemos Jesus seguindo um costume judeu mentoriando as pessoas aos seus pés (Lucas 10.39; Atos 22.3). Isso nos mostra que não há restrição de espaço, dia, tempo…, vemos Deus ungindo homens e mulheres, sendo fundamental apenas a transformação interior, a transformação de alma, e não o desempenho ou a metodologia.

Todos nós, sendo mestres ou discípulos devemos viver uma vida de arrependimento ante o pecado, livres de bloqueios espirituais, livres de ambições, desejo de poder, arrogância e desvios que são provenientes do nosso estado pecaminoso original. Devemos ser vencedores ante as mesmas tentações que Cristo venceu aqui no mundo e termos bom animo.

Devemos ser guardadores e sigilosos como mestres e devemos ser confessores como discípulos.

Nada disso depende de técnica nem de produção mental, ou academica. Tudo isso depende de fundamentos de amor, jamais de poder. Feridos curam feridos, Jesus se tornou igual a nós para ser apto a sentir as nossas fraquezas e tornar real seu estilo de vida santo para nós, Ele é o exemplo supremo da capacidade humana de ser santa, pois Jesus se fez homem.

Só quem já esteve dentro de um vale escuro e mortal pode conduzir alguém para fora dele; não porque sabe o caminho, mas sim porque sabe dos medos que devem ser enfrentados e vencidos.

Só quem experimenta o quebrantamento de alma e espirito pode sentir a dor de um outro quebrantado. Tudo isso permeia por um estilo de vida que inclui a Bíblia como manual e a oração como dialogo com Deus!

Devemos aprender a ser discípulos, afinal de contas até Jesus teve um pastor ao qual se submeteu humildemente e foi batizado por ele!

Graça & Paz

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