Divergente Coerencia

Publicado: fevereiro 29, 2012 em Diversos, Evangelho, Textos

Quando comecei a escrever sobre o tema que vou discorrer achei que seria interessante fazer uma introdução baseada nas características de pessoas más, dotadas da capacidade de fazer mal a tudo que esta a sua volta e comparar com o bem que os santos são e devem ser em sua existência. Ledo engano o meu achar que o mal pode ser paralelamente comparado com o bem, não há precedentes na Bíblia, ou em qualquer outra referencia que me deem liberdade para dizer que o mal é proporcionalmente mal ao que o bem pode ser bom.

Explicando de uma forma lógica, partindo de um ponto zero de uma escala, o bem sendo o lado positivo e o mal sendo o lado negativo, ambos indo a direções opostas na mesma velocidade o bem ira infinitamente além do mal. Não haverá nunca simetria. Isso porque o bom é referencia direto ao divino, refere-se diretamente a Deus e Deus é infinitamente maior e mais sublime e inexplicavelmente soberano a proporção que o mal pode ser mal.

Não a harmonia espelhada entre o lado bom e o lado mal, o conceito oriental de equilíbrio é algo totalmente anti-biblico, anti-cristão, baseado em mentiras desvairadas que tentam confundir e tornar nebuloso a verdade infinitamente bela da bondade que pode existir no humano.

É lógico que o homem pode ser estupidamente mal, atrozmente aterrador e assustador, promovendo guerras, genocídios, assassinatos brutais e manifestações horrendas e inconsequentes de maldade, mas o bem baseado no divino chega a um índice inconcebível ao nosso raciocínio humano, a própria Bíblia nos exemplifica isso quando diz que a um coração arrependido resta o perdão de Deus.

Agora escrevo algo que pode ser absurdamente chocante: Hitler, por exemplo, poderia estar no céu, tal como você e eu ansiamos estar lá. Desde que ele tivesse se arrependido das atrocidades horrendas que fez. Sei que essa afirmação é demasiadamente pesada, mas a intenção é que ela seja mesmo, pra demonstrar o tamanho que a graça de Deus pode alcançar ao perdoar alguém. Lembrando que aqui não estou falando de consequências para as ações, toda ação tem consequência e a partir do momento em que cometo um pecado ele gera consequência nos meus dias.

Não deve existir em nós a vontade espontaneamente humana de julgar as pessoas, o peso da nossa língua é gigantesco para condenar pessoas que comentem erros diferentes dos nossos, quando na verdade o fato de lançar condenação sobre o próximo é um dos maiores erros que podemos cometer diante da verdade que a Bíblia nos ensina.

“Amar ao próximo como a si mesmo…” É muito fácil dizer que amamos alguém que se parece com a gente, que é do nosso convívio e que erra da mesma forma que costumamos errar, o difícil esta em ir além e amar alguém com características totalmente avessas as nossas e mesmo assim considera-lo uma criação de Deus.

Essencialmente somos o sopro divino, mas fundamentalmente fomos gerados para sermos belos das formas mais variadas possíveis, com dons e aptidões que não se repetem entre nós. Um organismo vivo funciona com múltiplos órgãos que trabalha em variadas funções, cada um com uma beleza única em sua forma e sua razão de ser. Um corpo não funcionaria bem se fosse só composto de mãos ou cabeças, imagina a anomalia que isso seria.

Pessoas dispostas a serem más, tal como o mundo atual, estão por toda a parte. Isso é o padrão do nosso mundo global e capitalista, onde os interesses egoístas são a razão de ser, isso é a monotonia do nosso dia a dia, isso é a adequação e a linha de mediocridade estabelecida aos padrões da nossa era.

Somos os responsáveis pela a propagação das diferenças fundamentais de um organismo que deve funcionar de forma vigorosa, mas plena em suas capacidades variáveis, somos responsáveis por ser a diferença nos nossos dias e isso não é em nada simples, requer coragem, requer posicionamento, mas no fim das contas sabemos que nunca é fácil andar contra a maré dos dias e é a isso que nos dispomos.

 “Quão monótona é a semelhança que une todos os grandes tiranos e conquistadores; quão gloriosa é a diferença dos santos” – Kathleen Norris

Se somos santos temos liberdade e obrigação de sermos diferentes!

Graça & Paz

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