Belas Histórias – 01

Publicado: maio 12, 2012 em Diversos, Evangelho, Textos

Nesses dias me peguei lendo de forma despretensiosa o Livro de 2 Reis, nesse livro tem um texto que diz: “Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles!” – 2 Reis 6.16.

Esse capitulo conta um momento da história do povo de Deus que para mim tem o valor de inspiração de um épico. Primeiro porque começa já com uma demonstração linda e poderosa do poder divino atuando sobre a vida do Profeta Eliseu, quando ele faz levitar um machado de ferro submerso na água. Isso já daria uma enredo glorioso para qualquer história. Toda boa história que se preze começa com pequenas demonstrações de poder, para depois uma afirmação vitoriosa da força e fé de um líder.

Vejo em Eliseu uma quebra de paradigma no padrão que já conhecemos de um herói forte e musculoso, cheio de marras e aptidões violentas. Eliseu não era assim, pelo contrario, consigo velo como um senhor já de alguma idade, com boas histórias de conquistas mediante ao dialogo e a compreensão, aquele tipo de pessoa que parece que nunca feriu uma mosca sequer, um homem sábio que andava com discípulos dividindo sua vasta sabedoria. Enxergo também um homem paciente, mesmo com todo o seu conhecimento e sua posição já de respeito ante a sua sociedade ele ainda conservava a paciência de ensinar e suportar as duvidas, as desavenças e a falta de fé de toda uma nação.

Lemos nessa passagem que o povo judeu entra quase que numa encruzilhada do povo sírio, quando numa noite eles cercam todos num arraial. Quando o jovem discípulo de Eliseu desperta no outro dia fica totalmente transtornado quando vê o exercito que cercava as muralhas com cavalos e carros. Num ato típico dos fracos desesperados o jovem vem a Eliseu e clama: “O que faremos, meu senhor?”

Consigo imaginar a atitude de Eliseu olhando além, num close cinematográfico daqueles que marcam época, revestido de fé e uma autoridade que se encontra apenas nos grandes homens da historia, então ele brada com sua voz mansa, mas poderosa e profunda:

“Não temas! Porque os que estão conosco são mais do que os que estão com Eles!”

Imagino o choque do jovem discípulo, quase que num escárnio desesperado de incredulidade e desespero; “Onde estão esses que estão conosco? – Esse velho deve estar delirando na sua crendice estúpida e orgulhosa!”

A oração que se segue é outra absurda manifestação de fé de Eliseu, ele não ora para que tenha vitoria, ele não ora para que receba um milagre, ele sequer se refere a guerra que era eminente naquele momento, ele simplesmente ora para que o jovem tenha os olhos abertos e veja os que estavam com eles.

O que vemos a seguir é o momento em que o jovem enxerga os montes forrados de cavalos e cavaleiros de fogo, mais guardiões de fogo em torno de Eliseu. Sinceramente acredito que essa cena deve ter sido assustadora para aquele jovem, algo que ele não deve ter esquecido em nenhum dos dias da sua existência.

Interessante perceber a fé gigantesca de Eliseu em nem se dar o trabalho de explicar o milagre que estava acontecendo, não vejo isso como orgulho, vejo isso como algo tão comum que Eliseu esperava daquele jovem que ele também tivesse essa fé e compartilhasse a crença da vitoria em Deus de uma forma tão simples e efetiva que ele nem precisava se alarmar.

As vezes penso em Deus agindo para conosco com a mesma fé em nós com que Eliseu tinha ante ao seu escudeiro, Deus acredita que temos fé e por isso Ele age de maneira silenciosa, não porque Ele nos ignora, mas porque Ele acredita que temos fé o suficiente para crermos e ficarmos em paz, e é exatamente assim que deveríamos viver ante as nossas dificuldades. Acreditando que temos um exercito de anjos enviados por Deus cuidando das nossas necessidades mesmo quando não clamamos por elas, não que clamar seja irrelevante, pelo contrario, quando cremos e entregamos realmente as nossas necessidades a Deus, Ele é fiel para cuidar de tudo mesmo quando não entendemos, ou quem sabe até nem ainda vimos o mal que nos assola.

Gosto de pensar que muitas das nossas vitorias são silenciosas e sem nenhum alarde, gosto de pensar que muitas vezes somos protegidos e nem vimos o perigo, penso na proteção divina como um abrigo contra tudo no mundo espiritual e material e na maioria das vezes nem tomamos consciência disso. Daí o fato de devermos ser sempre gratos e agradecidos a Deus em todos os nossos dias.

Aprendermos a agradecer por coisas que não visualizamos, mas que somos gloriosamente vitoriosos. Quem sabe nossos olhos um dia possam ser abertos para que possamos enxergar a gloriosa proteção divina em torno de nós.

Graça & Paz

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