Justiça, nunca a nossa!

Publicado: julho 31, 2012 em Diversos, Evangelho, Textos

Não estou aqui pra fazer apologia a crença ou a descrença na natureza humana, mas ela por si só é amputada da capacidade de ser confiável e infalível, essa capacidade só vem de Deus e mesmo quando associada a natureza do homem somos ainda aptos a cairmos e a falharmos, só pela graça infinita do Mestre que podemos estar de pé e estar assim.

Nesses dias li o titulo de um disco que estava sendo gravado que tinha o nome de: “Deus acredita em mim”, confesso que fiquei muito pensativo quanto a essa afirmação. É fato que isso em determinado contexto pode ser correto e ter algum fundamento, afinal de contas Deus não entregaria seu único filho se não acredita-se que nós somos passiveis de uma mudança de caráter e busca de redenção através do arrependimento.

Mas o ponto que eu quero pensar aqui é sobre a maldição do orgulho pseudocrístão que tem assolado a igreja atual, não são poucos que declaram e esbravejam coisas como detenção de poder pra amaldiçoar pessoas e acabar com existências ministeriais, guerras declaradas em nome de um Deus vingativo e aniquilador transmitida 24 horas nas nossas TVs dentro das nossas salas. Pessoas que se dizem apóstolos, bispos, super-stars da fé que se acham literalmente a voz única de Deus sobre uma terra assolada.

A algumas semanas atrás eu fui exposto a um texto bíblico que literalmente embrulhou meu estomago. Pra quem já leu o livro de Jó, não é fato novo que é um livro de difícil digestão e até entendimento, pois trata do amassar de Deus sobre a vida de um homem de fé, um teste de profundidade épica que literalmente destruiu uma pessoa pra simplesmente provar o amor e a fidelidade de um homem. Foi dentro desse livro que eu encontrei o seguinte texto:

“17 – Seria porventura o homem mais justo do que Deus? Seria porventura o homem mais puro do que o seu Criador? 18 – Eis que ele não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura; Jó 4:17-18

Quem pronunciou essas palavras foi um dos 3 amigos de Jó, Elifaz o Temanita, que na minha opinião, de todos os três amigos de Jó era o que deu as palavras mais profundas e tocantes sobre a vida de Jó. Voltando ao texto: Eis que ele (Deus) não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura!;

Dos últimos textos que eu li na Bíblia talvez esse seja um dos mais pesados e destruidores do orgulho que eu porventura poderia ter. É literal o entendimento de que Deus não dá a mim, ou a qualquer ser humano um misero valor de confiança, algo que aniquila qualquer vontade ou ânsia de certeza de que eu possa ser bom por mim mesmo.

Vejo dia após dia pessoas dizendo que “podem”, que “são”, que “decretam”, que “tem”… dentro de suas próprias forças ou do que talvez Deus tenha dado a elas, mais uma vez eu me volto a graça de Deus para perceber que tudo, tudo o que somos e podemos ter de bom é por puro amor incondicional e não por capacidade pessoal. Se Deus atribui loucura aos seus anjos o que será de nós que somos um pouco menores que os anjos?

 “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam.” – Isaias 64:4

Já vimos poderosos surgirem e de repente murcharem e terem seu império destruído e soprado ao vento e findado sem lembranças. Reinos inteiros foram consumidos pelo orgulho e simplesmente aniquilados da história da humanidade.

Não existe justificação humana contra a vontade soberana de Deus, não há palavras, não há força bélica, não há sabedoria ou conhecimento contra a soberania do Pai, não há copia da natureza plena e santa do nosso Senhor e nisso sem Ele nos constatamos como perdidos em um mundo cheio de livre arbítrio mas cercado de opções erradas para tomar. “Não há santo como o SENHOR; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.” 1 Samuel 2:2

Por fim, li um texto hoje de Hebreus que diz: “Por este ato duplamente irrevogável, pelo qual o próprio Deus se proibia de mentir, encontramos motivo de profunda consolação, nós que pusemos nossa perspectiva em alcançar a esperança proposta. Esperança esta que seguramos qual âncora de nossa alma, firme e sólida, e que penetra até além do véu, no santuária.” – Hebreus 6:18-19

Essa passagem fala de um juramento, o unico irrevogavel pois é Deus jurando por Ele mesmo, onde Cristo substituiu a nossa falibilidade por Ele mesmo e tomou o nosso lugar, tornou-se o sacrificiu puro e nos precedeu como o Sumo Sacerdote, nessa humanidade destruida e purificada pelo amor divino podemos nos justificar e caminhar como vencedores.

Interessante findar pensando que quando existirmos com essa consciencia jamais teremos a atitude de superioridade de homens egoistas, mas sim o carinho de um cordeiro que vai ao sacrificio revestido de autoridade e silencio de glória!

Graça & Paz

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