Sem medo!

Publicado: novembro 26, 2012 em Diversos, Evangelho, Textos

No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor. – 1 João 4:18

Esse texto me trás a mente um conceito que aprendemos lá nos nossos tenros anos de escola, a relação de causa x efeito, se você faz algo automaticamente isso gera uma reação. O pecado é responsável pela morte da humanidade porque o pecado trouxe a morte à nós e só podemos ser livres do pecado através da confissão das nossas falhas e faltas a Cristo, isso nos trás ao arrependimento e então somos perdoados e finalmente aperfeiçoados e separados como “Santos”. Conclusão rápida e simples aparentemente, mas a pratica disso é um pouco mais demorada e normalmente leva a história de uma vida pra ser concretizada e alcançada.

Existe um erro no percurso de muitos quando passam a se pegar no consideração de que santidade é a negação dos pecados e uma fuga constante do inimigo de nossas almas. Uma vez que fomos salvos os pecados de antigamente já não são mais computados, sendo assim temos uma vida nova e limpa de culpas, a ira que estava sobre nós não existe mais e o fardo leve se torna palpável e pratico na nossa vida. A partir do entendimento disso devemos passar a viver a vida que Cristo desenhou para nós, uma vida apegada com a verdade. Fomos chamados para viver coisas que existem realmente, e o pecado passa a ser considerado não-existente porque já não temos mais comunhão com o pecado. A consciência disso faz com que os nossos passos sejam mais livres e ajustados, isso é saúde para alma porque é fácil perceber que pessoas que se apegam a dor e aos pensamentos da dor desenvolvem a dor de forma psíquica e depois fisica mas os pensamentos firmados nas coisas do alto nos fazem viver nas coisas do alto.

Constantemente pensamos no nosso velho homem, em como éramos miseráveis e pecadores e ai se corre um risco muito grande, pois essa é uma contemplação daquilo que não devemos ser, quando na verdade devemos olhar o tempo todo pra Cristo, o consumador da nossa fé, em quem nos inspiramos e devemos imitar. Não digo que não devemos lembrar-nos de quem éramos, mas ao fazermos isso deve ser apenas de relance para vislumbrarmos a gloriosa obra da cruz em nós e de como éramos miseráveis sem Cristo e como hoje somos sumariamente salvos.

Quando você esta doente sua relação mental com a doença é de luta mesmo em meio a angustia, quando você tem suas forças recuperadas a doença é jogada num canto da memória e existem novas forças para perseguir grandes coisas em um tempo novo. Ai eu faço o paralelo da vida cristã, antes estávamos no pecado e tínhamos uma mente baseada em pecado, hoje fomos curados e limpos e porque ainda mantemos nossa mente baseada no pecado?!

Não nos dedicamos as coisas do alto? Ficamos presos ao conceito da fuga eterna do pecado quando o nosso chamado é para o que é santo. Nossa mente ainda esta condicionada ao pecado, mesmo que nosso espírito esteja purificado – isso é totalmente incoerente!

Certa vez li algo que dizia assim:

“Esquecer é uma arte, e todo cristão deve tornar-se hábil nessa arte!” – Tozer

Quando digo esquecer estou falando de lamuria e lamentação, algo muito praticado nos nossos dias atuais dentro das nossas igrejas. As pessoas se prendem ao murmúrio doloroso de que são pecadores, quando Cristo morreu e sofreu por todos esses pecados. Não tomamos posse do arrependimento em Cristo porque apenas estamos nos sentindo culpados pelas nossas imensas falhas, quando Cristo mesmo disse que não sairíamos do mundo, mas sim que o venceríamos.

Em contraponto temos os super crentes, que foram ao fundo do posso nos pecados e depois que se “convertem” viraram santos imaculados, mas puramente ocos, sem passado, sem cicatrizes e praticamente perfeitos. Isso é tão ruim quanto ou pior que ficar se lamentando pelos pecados antigos, porque as nossas falhas servem pra reconhecer que somos dependentes do amor e da graça dos céus e pessoas que são “perfeitas” esquecem da graça que à elas foi doada e se tornam juízes da causa alheia quando nem Cristo se pós na posição de julgar e sim de um advogado que intercede por nós perante ao Pai.

Mais uma vez fica clara a busca pelo equilíbrio dentro da vida cristã. Voltamos então ao texto do começo “No amor não há medo…” o medo vem por estarmos seguros em nossas verdades e não nas verdades sublimes e imutáveis dos céus. “o perfeito amor expulsa o medo…” A Bíblia nos ensina que o Amor é Deus e Deus é perfeito, consequentemente se estamos firmados em Deus, mais uma vez a conta se fecha, estamos livres então de todo o medo e ansiedade. “Porque o medo supõe o castigo…” o medo é a representação da ausência da presença de Deus em nós, quando estamos longe de Deus estamos em pecado e o pecado gera o castigo final da morte, morte física e morte espiritual e o fim de todas as coisas boas que poderíamos ter na nossa relação com o alto.

“Aquele que tem medo não esta aperfeiçoado no amor!”

Vasculhe seu intimo, o medo é um termômetro do quanto estamos longe ou perto de Deus, o Salmo 91 diz que estaríamos guardados sobre as asas dEle em paz, a sua sombra descansando e assim nosso coração deve se encontrar sempre em meio as tempestades.

Graça & Paz

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